segunda-feira, 5 de março de 2012

Tá pensando que travesti é bagunça?

Antes de qualquer coisa, vou esclarecer uma coisa muito triste: andaram desconfiando de mim e me perguntam se as histórias que eu conto aqui no blog são verdadeiras. A grande merda verdade é que infelizmente eu tenho um azar da porra uma vida um tanto peculiar. Portanto, é tudo verdade. 

Quem é que nunca ouviu a história do amigo de um amigo que foi pra balada e pegou um travesti porque estava bêbado ou se enganou porque a moça de tromba era linda e feminina demais?
Olha... acontece com todo mundo. Comigo foi aos 19.
Passava das 23h de uma sexta-feira e eu já estava louca do cu pra lá de Bagdá. Eu havia bebido na casa de uma amiga e sua namorada, quando uma das duas teve a brilhante ideia de irmos ao bar gay da cidade. Esclarecendo que não era apenas um bar gay. Era o lugar mais xexelento do mundo inteirinho! Sem pestanejar, aceitei, porque né? Que bêbado não quer dançar como se não houvesse amanhã, e o melhor: sem nenhum Mister Punheta enchendo o saco com "você vem sempre aqui?"?
Chegamos ao local e me lembro de ter dançado como nunca antes na vida. O casal de meninas que me acompanhava foi para o bar, mas pela primeira vez eu não me importei em dançar sozinha. Também, naquele estado (atenção: esta será uma desculpa frequente durante este post!)...
Quando eu estava tão bêbada que comecei a ficar triste com a falta de homens hétero no local, um viadinho liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo começou a me encarar muito. E eu pensando: “Nossa, devo estar linda mesmo, dançando muito bem, porque o cara é gay e ta me dando um mole absurdo! Uau! Que sex appeal!”
O gatinho se aproximou e perguntou se podia dançar comigo. Claro que podia! VENK! Conversávamos sobre tudo, ríamos horrores, e eu pensando: “Caaaara, não é possível! Será que converti o rapaz?”
Então ele me pediu um beijo.
– Ué, você é bi? – questionei, surpresa
– Sou sim! :D – ele respondeu
Pronto, beijei! As meninas que estavam comigo começaram a me olhar estranho. Eu, tirando u-m-a  o-n-d-a, não entendi nada.
Putz! O papo estava tão bom que não perguntei o nome dele! <o>
– Jose – disse o rapaz.
– Jose? Que engraçado... Josemar? – perguntei
Foi quando ele disse: – Não... Joseane...

FRANCAMEANSH, EU FALECI! Como eu não percebi peitos? Como não parei pra pensar que a voz mais fininha podia não ser de um menino afeminado, mas sim de uma menina? Aí entendi por que minhas amigas apontavam e riam da minha cara.
Vou dizer que detestei? Não! Foi bacaaaana, mas fiquei tão chocada que disse que ia ao bar e nunca mais voltei. Mentira. Voltei sim! Mas não pra ela!
E então, cada vez que um amigo me conta uma história de um amigo que pegou um cara desavisado, penso: “Como estará Jose, o meu travesti da balada?”

4 comentários:

Juliana da Matta disse...

HAUHAUHAUHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUH! SEN SA CI O NAL, querida!

Bárbara Chantal disse...

Cara, que mole,em ambientes "danger" se redobra a atenção... mesmo num grau etílico desses.

Psicanalha disse...

Jesus Cristo Sereno, volta logo pra ajudar a patricia (seu figado ebom senso), parece q ela ta precisando. rsrsrs

_ps fidida.

Avoada disse...

HAHAHAHA A! M e u D E U S